Presa do tempo

Paranoiac Visage (1935) - Salvador Dalí



Efêmero, eu falhei ao buscar a sensação
E a percepção de mim mesmo. Meu tempo é órfão
Da permanência e da mudança do meu ser.
Impotente, tenho um prazo do que sou
E do que deixarei (indolente) de ser.
O que serei? Até quando?

Eu estou em curso como um rio ignoto...
De caminhos estreitos e largos, entrelaçados.
Se meus olhos não veem a fugacidade
Do invisível que me envolve e que me subverte,
O que farei?

Criatura abandonada em caminhos confusos
Cuja saída é uma só. Estou desorientado.
Preso, sou uma presa do meu próprio tempo.
Será que um dia ele me libertará?
Para onde irei?



Lizandra Souza.

2 Comentários:

Tiago André Vargas 26 de junho de 2014 20:46  

Poema tocante Lizandra, e, essa pintura do Dalí é mestral. Um abraço.

Lizandra Souza 27 de junho de 2014 15:17  

Obrigada Tiago.
Abraço!!!

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