Nós e uma noite de inverno com uma lua cheia de nós




Noite fria.
O ar, a dizer-me torturas
de minhas tristes,
outrora doces,
ilusões perdidas!
Por causa do nosso drama
fico eu em letargia.
Ave-Maria!
Chove em meus olhos.
Nós abraçados! Juntaram-nos.
Nós sufocados! Separaram-nos.
No chão uma pétala
da flor do teu olhar
peleja contra o vento.
No céu uma lua cheia
mira minha angústia
de um medo estranho
de uma eterna ausência.
Aqui, um grito sufocado
de muitos nós.
Nós amargos.
Que nos sufocam
com suas extremidades
cingidas.
Ali, somente a presença
de uma ausência
cheia de dor.
Atormenta-me!
Devaneios que choram.
Tortura-me!
Enleios que flamejam.
Antes, cantava-nos o verão
os nossos sonhos
de dias mais longos.
Atos de impulsão
enchiam-me o coração.
E faziam-me perder
a luz da razão.
Agora, só nos resta
a flor dos sonhos... perdidos!
Nesta noite, só eu vejo,
uma lua cheia de nós.
E não há nenhuma estrela.
A esperança se abala
de uma ansiedade
cheia de saudade.
É inverno
dentro e fora
de nós.
E eu não sei o que fazer
desses nós
que existem em nós.



(''Achei'' essa imagem na internet com essas referências: Starry Night by Janto) 


Lizandra Souza

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