Sem ti, juro que senti!

Pintura: Separation/Separação (1896) - Edvard Munch



Cinza, a noite desmorona
Imergida por uma condolência
Cheia do tormento que coleciona
Atormentando-me a existência,
Por estar sem ti. Eu, agora,
Mergulho nessa confidência
E eu juro que senti aquele sentimento
Que recusei por minha prudência
Por medo de descontentamento.
E como abrandar essa dor
De sentir sem ti? E agora,
Minto se não te confessar,
Minha angústia, nesse isolamento.
Nessa noite que desvanece,
Fria e impetuosa,
Eu quero vozear meu pensamento,
Daquele sentimento adverso
Que neguei e que permanece.
O ar, irreverente e áspero,
Vai levando consigo as folhas,
(Que, outrora, você me escreveu,
 com exagero),
Arrancadas e soltas,
Nessa noite cinza,
Elas vão ruindo no chão, ranzinzas,
Em vão, esperando findar-se o desespero
Que não me deixa mentir
Toda dor que senti,
Nessa incoerência sem ti.
Noite de dolência,
(Sua falta faz-me falta)
Não deixa o sol nascer.
E essa dor cheia de ausência
Não irá desvanecer?
Sem ti, minto?
Não. Eu sem ti,
Juro que senti
Aquele sentimento...



Lizandra Souza

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