Quimera de um coração duplo

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Eram dois velhinhos
Nessa caminhada incógnita
De indefinida duração.
Eram dois amigos
De uma vida que se completa
Dividindo um duplo coração.

Eram duas almas gêmeas,
Feitas na mesma medida,
Nascidas de um mesmo amor.
De mãos dadas,
Viajavam pela vida,
Ela delicada, ele sonhador.

Eram dois corações,
Que caminhavam sempre juntos,
Numa mesma direção.
Até que finda uma das pulsações,
Eles, unidos, foram separados...
Ele apagou a luz do olhar, ela à do coração.

E nessa misteriosa vinda e ida,
Olhando o céu, ele viu
Que nem tudo tem explicação.
Pois, certa estrela linda,
Lhe sorriu
Bem no fundo do coração.

Foi então o reencontro
De um duplo coração,
Que pulsava de saudade.
Eles sorriram um para o outro,
Era o fim da separação.
À noite, com aquela estrela, ele fez amizade...



Dedico esse poema à minha avó querida, Maria José,
Que descanse em paz!!!



Lizandra Souza.

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