Resenha: Kamisama Hajimemashita (Anime)


Nome:  Kamisama Hajimemashita 
Formato: Anime
Episódios: 1ª temporada: 13; 2ª temporada: 12; ovas: 5
Ano: 2012 (1ª temporada); 2015 (2ª temporada)
Estúdio: TMS Entretenimento
Gênero: Comédia romântica, Romance, Shoujo, Fantasia, Sobrenatural
Duração: ~24min
Disponível: no Youtube
Mangá: Leitura online ou download no Mangá Host

Nanami
Hoje eu vou escrever um pouco sobre um dos meus animes preferidos: Kamisama Hajimemashita. O anime conta a história de uma jovem colegial de 17 anos, Momozono Nanami, que, do dia para a noite, virou Deusa da Terra. Nanami, órfã de mãe, vivia só com pai e, por conta da negligência do mesmo, passava por sérias dificuldades financeiras. Não podendo levar o mesmo padrão de vida que seus colegas, a menina se sentia um pouco deslocada por ser alvo de fofocas ou piadinhas maldosas de alguns desses. Certo dia, seu pai, velho caloteiro e viciado em jogos, fugiu de casa, deixando-a sozinha e sem ter onde morar, pois ela perde a casa em que vivia com pai como forma de pagar as dívidas de jogos feitas pelo mesmo. E agora, o que resta a Nanami? Abandonada pelo pai, sem trabalho, comida e teto, ela se encontra literalmente ao "Deus dará".

Aviso: a resenha contém spoilers.

Nanami, sem ter aonde ir, decide ficar sentada num banco de praça praguejando o pai, quando de repente escuta gritos e pedidos de ajuda de um covarde, digo, homem, sendo atacado por um cachorro. Nanami faz um gesto com as mãos e o cão sai correndo, ou seja, reitero a covardia do homem que era nada mais, nada menos que o Deus da Terra, Mikage, uma divindade! Grato pela ajuda de Nanami, Mikage, ao ficar sabendo de sua trágica história, lhe diz que ela pode morar na sua casa, pois ele saiu da mesma há algumas décadas e ainda não pretende voltar. Mikage se despede de Nanami com um beijo na testa e reitera o convite para que ela viva em sua casa. Como era noite e Nanami não tinha mesmo para onde ir, mesmo achando que poderia ser uma brincadeira, ela vai até o endereço anotado por Mikage. 



Tomoe
Chegando lá ela se assusta e imagina que tudo não passou de brincadeira ao perceber que a casa, na verdade, era um santuário/templo... até que ela é atacada por um garoto com orelhas e rabo de raposa, na verdade um zorro/fantasma/demônio raposa que servia como familiar ao deus da terra Mikage, Tomoe, nosso protagonista masculino e o personagem de anime mais lindo que eu conheço. Pausa no enredo para eu falar o quanto eu acho Tomoe a coisa mais linda. Okay! Depois desse meu ataque estilo Kae Serinuma (c.f. Watashi ga motete dousunda), continuemos a história. 

Tomoe e Nanami ficam sabendo que o zorro, agora, teria que servir a jovem humana, pois ela ganhou de Mikage o selo de divindade da terra (quando ele beijou sua testa). Revoltado por ter que servir a uma humana, Tomoe abandona o templo e diz que só voltará se Nanami for embora. Determinada, Nanami consegue trazer Tomoe de volta ao templo, agora como seu familiar,  e assume suas responsabilidades como a nova deusa da terra. O que a nova deusa não imagina são os desafios e situações cotidianas fantásticas que ela terá que enfrentar em sua nova vida, como se tornar uma deusa responsável, realizar bem suas tarefas, se salvar de um corvo-demônio que quer roubar seu selo de deusa ou se livrar de uma cobra-demônio que quer se casar com ela e, ainda, ter que lidar com outros deuses e com os sentimentos de amor que desenvolve pelo seu familiar, Tomoe.




Opinião

Nota: 10/10.

Eu simplesmente amei tudo nesse anime. É o melhor anime de comédia romântica com fantasia que eu já vi. Nanami é minha personagem feminina favorita de animes, ela é linda, empoderada, determinada, sincera, alegre, inteligente e, apesar da aparência frágil e de ser subestimada por ser uma humana, forte. O que eu mais gosto na Nanami é a determinação, a força de vontade de mudar as coisas, de conseguir vencer e seguir em frente mesmo quando as possibilidades são poucas ou quando ninguém mais acredita nela. Algo muito legal é que ela salva o Tomoe várias vezes, não é aquele tipo de romance em que só o macho salva e é o herói da porra toda, apesar de Tomoe ser muito poderoso e salvar Nanami diversas vezes, em muitos momentos é ela quem o protege e o salva de tribulações, além de ser ela quem se declara para ele primeiro, o que desconstrói a passividade feminina nas relações héterorromânticas nos animes. 

Tomoe é, inicialmente, o típico personagem masculino de romance shoujo que inicialmente trata mal a mina para, depois, se arrepender e mudar de atitude para virar o legalzão da porra toda. O diferencial, aqui, é que Nanami, ao contrário de personagens femininas de animes da linha Ookami Shoujo to Kuro Ouji, não leva desaforo para casa ou aguenta tudo calada para poder ficar com o boy, ela se impõe e sabe responder a altura. 






Isso mesmo, ela prefere puxar Tomoe da árvore que se humilhar para ele. A sorte é que ela antes de cair e se esborrachar no chão consegue beijá-lo e, com isso, torná-lo, mesmo contra a vontade dele, seu familiar. E como familiar ele teve que salvá-la da queda...


Machos dirão que foi abuso e misandria e eu os mandarei tomarem naquele lugar onde não pega sol e direi fodam-se! Com tantos animes com objetificação e hiperssexualizaçao feminina, não vamos problematizar um simples beijinho desses no Tomoe, além do mais ele estava pedindo ao fazer o que fez! Percebam como ele vai caindo perto dela (hahaha), estava pedindo para ser beijado! 

O desenho é lindo, o cenário é legal, as paisagens são bonitas, mas o que mais me agrada da estética são as personagens, acho elas todas muito bonitas e bem trabalhadas. A trilha sonora é perfeita, tanto da primeira temporada quanto da segunda, quem canta as aberturas e encerramentos é a Hanae.






Lizandra Souza.

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