Crônicas da minha vida: O vestido de formatura II


Fim de semana retrasado eu tinha comprado meu vestido de formatura na seção infantil por falta de opção... ser pobre, muitoooo magra feat baixa e conseguir encontrar roupa legal e de ADULTO para festas em pleno SERTÃO cearense é foda, ainda mais se você vive no interior/roça. Depois de crises de humor alternadas entre "tá tudo bem", "não tá tudo bem'', eu me conformei e comecei mesmo a gostar do meu ''vestido de boneca''. Até postei sobre ele aqui antes. Claro que eu queria um vestido de formatura, não de batizado de menina de 10 anos, mas fazer o quê? Depois de uma vida acadêmica pautada em conseguir dinheiro para pagar as xerox, vestido de colação de grau, no fim, é o de menos. Quero meu diploma e pronto. Só me recuso a ir pelada! 

Esse seria o fim da tragédia-comédia que ia ser minha formatura até que uma das minhas tias que tinha lido meu post no FB sobre... surgiu como uma fada madrinha e levou o enredo dessa história mais para a ficção mexicana noveleira e olhem que ela nem de teledramaturgia mexicana gosta muito. Inicialmente eu tentei recusar porque não queria dar trabalho e gastos desnecessários a ela, pois eu já tinha comprado um vestido, não usá-lo seria desperdiçar dinheiro, então a mão de vaca dentro de mim falou mais alto... pensei nas xerox que podia comprar nas aulas para o mestrado, não podia desperdiçar assim... eu estava tentada, mas pensar na grana do vestido infantil... nas xerox da pós... provei para minha irmã ver novamente o vestido, agora que ela sabia que eu tinha opção disse em alto e bom som "Liz, se fosse você aceitaria, esse é muito bonito, mas parece vestido de criança!". ELA NÃO TINHA ME FALADO NESSE TOM ANTES! Morri! 

Tia Alessandra insistiu, com toda sororidade, carinho e atenção do mundo, como ela podia e queria fazer isso, aceitei com muita gratidão e felicidade... viajei esse fim de semana a capital para me encontrar com a Tia... Foi tudo muito legal, me diverti, fiz uma prévia das férias que um dia ainda vou tirar e no fim alugamos um vestido que eu amei apesar de eu ter querido mandar uma vendedora de uma das lojas ir tomar no meio do cu por ficar dando pitaco desnecessário na minha estética e do tipo de roupa que ''combina'' comigo. A mulher não me deixou escolher um vestido do tipo tubinho porque eu ia ficar igual uma caveira, se ela soubesse que era isso mesmo que eu queria... Mas eu tive que me segurar, tia não merecia passar vergonha com a sobrinha caveira e desbocada do interior. Por sorte, pude mandar um foda-se mental para essa loja/vendedora e mais a frente consegui encontrar o que eu queria... só precisou de uns ajustes e "vualá" superei a síndrome da seção infantil... resta saber, agora, se eu (não) vou cair, não sei andar (adequadamente) de salto muito alto (assim como o vestido antigo, também não consegui encontrar salto baixo adequado que desse em mim), tia me encorajou, lá com ela eu estava super confiante, mas agora penso que nunca usei vestido longo, muito menos vestido longo com salto de noite.. mando notícias se eu sobreviver a queda, manas! Voltou a parte da tragicomédia grega, socorrrrrrrr! Do chão eu não passo!

Lizandra Souza.

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