O Vampiro da Meia-Noite. Cap.5 A revelação de um segredo!




(...) O telefone tocou...

--- August! Como você sabe o meu número?
--- Isso não importa agora, você quer me ver?
--- Quero sim... quero dizer... Você está louco, eu não posso.
--- Eu sei que você quer também... me ver... tanto como eu quero te ver.
--- Não posso, é quase meia-noite.
--- Eu sei.
--- Você bebeu, só pode ser.
--- Eu não bebo álcool, Pandora.
--- Como sabe meu número?
--- Encontre-me antes da meia-noite na encruzilhada da cidade, perto do hotel, você sabe onde fica. Eu lhe falo como soube seu telefone.
--- Eu não posso ir, August. O que eu vou dizer...
--- Velhos amigos, não? Você já mentiu antes.
--- Como você sabe disso? Eu não vou.
--- Se você não vir... Eu juro que vou te buscar.

Ele desligou sem esperar retorno, Pandora ao invés de ficar assustada com isso, ficou inexplicavelmente feliz. Aquele homem fascinante queria vê-la e ela também desejava estar com ele, ouvir sua voz, sentir sua presença. Ela vestiu uma calça preta, blusa vermelha de mangas e um casaco, estava fazendo frio. Saiu com cuidado, para não ser vista, pegou um táxi e foi ao encontro de August.
Ela sabia que era loucura fazer isso e se August fosse um bandido, psicopata, serial killer ou coisa do gênero? Mesmo com todos esses pensamentos ela já tinha tomado sua decisão, veria aquele homem que lhe causava tanto arrebatamento. Chegando a encruzilhada ela viu um belo e grande carro preto, que estava parado perto do ponto de estacionamento e em pé ao lado do carro estava August com um sorriso lindo e indecifrável. Naquele momento Pandora não sentia receio ou qualquer sentimento proibitivo. Ela estava reluzente de felicidade e não sabia o porquê.

--- Eu sabia que você vinha.
--- Eu, abaixando a cabeça para esconder o rosto vermelho, ela continuou, não sei por que vim, mas preciso saber como soube meu telefone.
--- É claro, ele falou rindo, você veio a uma encruzilhada quase que deserta se encontrar com um quase desconhecido para saber como ele conseguiu seu telefone, é obvio.
--- Cale a boca. Pandora estava irritada, agora ela estava de costas quando ele a puxou para si e falou decepcionado.
--- Que lástima, pensei que você tinha tirado da cabeça a ideia de que eu sou algum bandido, serial killer, assassino, psicopata ou alguma coisa do gênero.
--- Meu Deus! Como você adivinhou, August?
--- Pandora!  Sei que isso é muito estranho para você, mas não é para mim, eu esperei por você muito tempo, tive que aceitar a ideia de ver você noiva com outro para poder o destino te colocar frente a mim.
--- Como? Você é louco, eu não te entendo.
--- Diga-me o que sentiu ao olhar-me.
--- Não, não posso.
--- Você acha que se sente atraída por mim, mas é mais que isso, você se apaixonou por mim.
--- Eu amo Fernando.
--- Não repita isso novamente ou desaparecerei de sua vida.
--- Não, por favor, eu acho que te amo desde que te vi, sei lá, foi amor à primeira vista, isso não acontece todos os dias, eu estou assustada.
---Tudo bem, eu vou te explicar tudo. Mas antes eu também quero isso, espero a muitos anos.

Quando Pandora foi perceber, o que ela estava desejando em sua mente aconteceu, ela já estava nos braços de August, dando e recebendo um beijo que jamais poderia imaginar que existisse. Seus lábios jamais tocaram outros tão doces, tão maravilhosos, as mãos de August lhe apertavam sufocadamente, a respiração faltava, mas ela não se importaria de morrer ali naquele frenesi. Suas pernas vacilaram e ela quase desmaiou duas vezes. A primeira vez foi por causa da excitação e a segunda de vergonha pelo vacilo primeiro.

--- August, isso não é certo, eu nem te conheço...
--- Mas eu sei quem você é.
--- Ah... E quem eu sou?
--- Você é minha esfera.
--- Não brinque, falo sério.
--- Eu também.
--- Então me explique tudo, o porquê de eu me sentir ligada a você.
--- Isso vai ser fácil, você já suspeita de algo não?
--- Você não é humano, mas como eu deduzi isso.
--- Porque você é minha esfera, todo vampiro tem uma esfera.
--- Vampiro, não pode ser verdade, me prove.
--- Eu estou louco para te dar uma mordida, mas agora não é o momento.

August soltou Pandora de seus braços e ficou com um olhar sombrio, depois de dois segundos Pandora viu seus olhos mudarem de cor e ficarem vermelhos e quando ele abriu a boca ela viu seus dentes, que estavam afiados iguais os dos vampiros dos filmes, só que mais assustadores.

--- Vampiros existem e eu demorei tanto para saber. Ela disse quase chorando.
--- Você está com medo?
--- Não, você não pode me fazer mal.
--- Por quê?
--- Porque eu sou essa coisa aí de esfera, que deve ser importante.
--- É sim.
--- Era você escondido me vigiando no primeiro dia...
--- Era sim, algo mais?
--- E agora você me conte como conseguiu meu telefone. Eles riram e August fez sinal para ela entrar no carro. Era demais por aquele dia.

***

Continua!

Lizandra Souza 

3 Comentários:

Lola Mantovani 14 de julho de 2013 13:24  

Lizandra que saudade eu estava dos seus contos, nossa toda vez que eu vinha aqui era pelo celular e não dava pra comentar, estou amando esse conto.
beijos

Lizandra Souza 16 de julho de 2013 12:39  

Obrigada Lola querida... Estava com saudades sua. Beijossss!!!

Pooja Mittal 24 de julho de 2013 03:21  

Nice post...
May be we can follow each other!!!!
Keep in touch
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