O Vampiro da Meia-Noite - Cap.4 Ciúmes



No caminho, August perguntou se Pandora queria escutar alguma música.

--- Sim, você tem rock... hard... metal... ? Ela falou, zombando.
--- Claro! Quem não tem no mp3 um bom rock? Dizendo isso ele colocou uma música que deixou Pandora perplexa, era sua música preferida do Scorpions.
--- Gosta de Scorpions?
--- Sim, muito, Wind Of Change é minha música preferida deles. Adoro a letra. 
--- Eu também adoro. Essa música é inspirada nas mudanças político-sociais ocorridas no Leste Europeu. 
--- E também no fim da Guerra Fria. 

Eles se entreolharam e começaram a rir, era incrível como se davam tão bem. Nunca Pandora iria ter a oportunidade de falar de suas músicas preferidas com Fernando, ele jamais saberia que existe uma banda chamada Scorpions.

--- Qual sua banda preferida? Perguntou August.
--- Não tenho, sou muito indecisa, eu gosto de rock e de seus derivados. Escolho as músicas para ouvir dependendo do dia, tem dia em que eu gosto mais de ouvir Janis Joplin, outros de Iron Maiden, Beatles, Nirvana, Queen e por aí vai.
--- Você parece indecisa em alguns quesitos, realmente.
--- Só afirmei que era indecisa na escolha de uma banda preferida, August.
--- Você acha, ele falou sarcasticamente e com a voz mais grave que antes.
--- Ainda esse assunto! Eu não estou indecisa quanto a meu casamento e nós chegamos.
--- Parece que sim.

August desceu do carro com Pandora e lhe lançou um olhar insinuante e um sorriso provocador, ela olhou para frente confusa com tanta ousadia e viu Fernando na parte de fora do hotel lhe encarando.

--- Você estava errada, ele morre de ciúmes, até logo senhorita, vejo que sua noite não vai terminar nada bem. August proferiu estas palavras e saiu rindo, sem olhar para trás.

Ele tinha razão, Fernando estava muito chateado, assim que se aproximou de Pandora fez-lhe várias perguntas sobre o que ela estava fazendo, o que ela fez, quem era a pessoa que estava com ela e todas as perguntas possíveis de um apaixonado inseguro e morto de ciúmes. No início ela ficou com raiva, ele não podia querer saber tanto e estava sendo indelicado como nunca havia sido antes, porém ela percebeu que estava errada. Fernando era seu noivo e ela devia-lhe explicações pelo horário que excedia das dez.

--- Ele se chama August... É... um velho amigo que eu não via desde que fui embora daqui. Ela estava mentindo para evitar mais brigas e desconfianças.
--- De velho ele não tem nada... E por que não veio falar comigo? Ele sabe que você é minha noiva?
--- Calma! Olhe, Fernando, eu não estava fazendo nada de errado, sim, ele sabe sobre nós e agora eu vou dormir, porque estou com sono, tudo bem? Ela falou isso e foi caminhando para dentro do hotel, Fernando a segurou pelo braço.
--- Desculpe, amor, se fui agressivo, você sabe que isso nunca tinha acontecido, eu perdi a cabeça, estava preocupado.
--- Tudo bem, Fernando, ela falava com a voz entrecortada, agora vou dormir.

Fernando lhe abraçou e lhe deu um beijo. Pandora não retribuiu como antes ou como achava que devia, deu um sorriso e foi para o quarto. Ela estava desesperada, era a primeira vez que ela fazia uma coisa assim. Ela não era de sair com desconhecidos, mas August era fascinante. Ela não sabia por que se sentia culpada pelo ciúme de Fernando, ela não tinha feito nada de errado, além de sentir uma forte atração por um homem que ela só viu duas vezes na vida. Depois dessa conclusão, Pandora chorou, chorou porque nunca tinha sentido isso por Fernando e por ninguém antes. Às dez horas e vinte minutos seu telefone tocou.




***


Continua!


Lizandra Souza

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