Capítulo 15. Fim de Semana Mortal: A primeira aventura de Emily Park





Na noite seguinte depois de muito tempo eu tive um sonho, ou melhor, um pesadelo, e logo depois um sonho lúcido, que nunca vou esquecer. Geralmente eu sonhava quase todas as noites, porém minha vida real já não me permitia qualquer fuga para o inconsciente.

De repente eu tinha voltado no tempo... estavam meus amigos e eu numa lanchonete, e Josh com um lindo brilho nos olhos convida Gray, Mel e a mim para irmos com ele para a maldita reserva abandonada de Foxville. O jeito que ele falava do local encantou a todos. Um lugar calmo, vazio, exceto por poucos turistas como nós.

Houve uma aceleração de cenas na minha mente, dias se passaram e eu corria num buraco negro. Era muito assustador está correndo sem enxergar nada pela frente. Eu corria muito rápido, parecia que voava mais que um avião e o impressionante é que cada vez que eu parava, eu me encontrava no mesmo lugar escuro, preto, sombrio e horrível.

Eu já ia voltar a correr quando algo, mas especificamente uma mão segurava um de meus pés. Como aquilo foi aborrecível. A luz voltou. Eu estava na reserva, na gruta em que encontrei o corpo de Mel.

Não era uma mão. Eram varias mãos. Instantaneamente apareceram todas as pessoas que Felix assassinou em Foxville. Josh, Mel, Gray, a adolescente queimada viva, a mãe dela degolada, a outra moça morta atrozmente, e outras dezenas de pessoas que eu não conheci pessoalmente, mas vi suas fotos perto das de meus amigos e minha num outro acontecimento já lhe relatado, doutor...

Pois bem, desculpe-me a digressão, voltando ao pesadelo, os cadáveres agonizavam e diziam coisas incompreensíveis. Eu gritava e pedia para que eles saíssem da minha frente, mas eles não me obedeciam. Eu fechei os olhos, rezei o que me veio à mente, rezei como nunca, e quando abri os olhos eu estava no início do acampamento, lá estava tudo como Josh e Gray arrumaram, eu entrei na barraca e Gray estava sentado num pequeno banco. Eu me aproximei dele, e comecei a chorar.

Gray estava lindo como sempre. Desde o dia em que eu o tinha visto empalado... eu nunca mais havia conseguido imaginá-lo sem me lembrar daquela cena terrível de quando o vi pela última vez. E por um instante o pesadelo parecia ter se transformado num sonho.

Eu corri para abraçá-lo, ele me pegou nos braços e disse:

   ---O que é isso Emmy, parece que faz tempo que não nos vemos?!
   ---Mas faz, meu amor.
   ---O quê?
   ---Eu te amo Gray, te amo.

Dizendo isso eu o apertei contra meu corpo e o beijei, coisa que eu deveria ter feito com ele em vida. Eu sabia que aquilo era um sonho, um sonho lúcido, mas não queria acordar. Não sei se na minha vida eu beijei alguém como naquele sonho, parecia ser tão real, as mãos de Gray nas minhas costas, as minhas no seu pescoço, sua pele quente na minha, seus lábios unidos aos meus.

Quando paramos de nos beijar, ele sorriu para mim, e ficou me olhando pensativo. Eu perguntei o porquê, ele me disse uma coisa que me fez chorar ainda dormindo... E que me faz chorar, rir, e continuar viva hoje.

Com os olhos ainda nos meus, as mãos na minha cintura, com a pele grudada a minha, Gray sussurrou:

---Eu sempre te amei Emily, desde que te conheci. Minha maluquinha! Eu sou completamente apaixonado por você, meu amor.

Ele sorriu e desta vez foi ele quem me beijou. Nesse momento eu acordei chorando, eu estava sufocada em lágrimas, Estevão já tinha voltado e veio ao meu quarto.

   ---Emily o que aconteceu? Você está bem?
   ---Ele me amava, hoje eu sei, ele me amava.

Só consegui dizer isso e voltei a chorar. Chorar porque eu sabia que jamais na vida real eu viveria esse momento, porque Gray me amava e não pode me dizer. Era um sonho, mas eu sabia que era verdade que ele me amava, os olhos eram os mesmos... a voz era a mesma, ah aquele sorriso...

Felix tirou metade de minha vida, tirou um pedaço de mim, meu amado Gray... agora eu vou tirar a vida dele... por completo. A hora da vingança chegou e não tem volta. E nem eu quero que tenha. Dizendo isso eu comecei a chorar freneticamente e Estevão não sabia o que me dizer... Até então ele não sabia do meu amor por Gray.

Continua!

Lizandra Souza

6 Comentários:

Pâm Possani 24 de fevereiro de 2013 18:19  

Meu Deeeeeus, to ficando doida a cada capitulo!

Essa frase pra começar foi de matar: "
Geralmente eu sonhava quase todas as noites, porém minha vida real já não me permitia qualquer fuga para o inconsciente."
e esse final? AI MEU DEUS
para tudo, ela tem uma paixão pelo Gray e nao tinha me tocado?:o

Beeijos!
Pâm
http://interruptedreamer.blogspot.com.br/

Inez 25 de fevereiro de 2013 05:14  

Very interesting little nightmare, xoxo.

Sabrina Errera 25 de fevereiro de 2013 17:27  

Esse romance é meio assustador, eu fico aqui imaginando...meu Deus!!!
Vou esperar para ver o que vai acontecer.
Super beijo,
Sah Errera
Blog Sabrina Errera

Pâm Possani 1 de março de 2013 07:36  

Eu acho que você deveria escrever um livr u.u e publicá-lo , e ponto fina lu.u rsrs
Tambem tenho medo de altura, acho que nao iria nos eventos, poxa rsrs
babando pra ir na bienal mas de avião, nao ahsduhsa
Um beeeijo!
Pâm
http://interruptedreamer.blogspot.com.br/

Pâm Possani 5 de março de 2013 19:52  

Mas é verdade!Eu estou pensando em escrever um livro,tu nao? rsrs
WOW
curtiu mesmo minha resenha? Que honra Liza *----*
Obrigada, mais uma vez <3
Um beeijo!
Pâm
http://interruptedreamer.blogspot.com.br/

Lizandra Souza 7 de março de 2013 16:10  

Com certeza Pâm, ficou ótima.

Beijos.

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