Capítulo 8 de Fim de Semana Mortal: A primeira aventura de Emily Park




Quando eu acordei do desmaio, mil questionamentos pessimistas se passaram por minha mente.

Eu pensava que já tinha chegado a minha hora, "Agora eu sei que sou uma fracassada, não consegui me vingar e acabarei igual aos outros. Será que vai doer muito?". Eu sabia que tinha desmaiado de dor e que ele me levara para a velha casa das torturas, mas eu não queria abrir meus olhos e vê-lo rindo de mim, falando atrocidades.

''Era humilhante demais para mim, ser morta por esse animal burro. Ele era muito burro, porque um dia alguém iria descobrir seus crimes, assim como eu descobri, mas como se o local é tão afastado? E poucas pessoas veem aqui?''. Isso tudo se passava lentamente em minha mente.

Depois de alguns minutos saí do meu torpor. Abri os olhos e não o vi. Tentei sair da cama onde eu estava deitada, consegui ficar de pé, mas não consegui andar mais de dois metros, pois meus pés estavam amarrados numa corda ao pé da envelhecida cama.

 Levei um choque ao ver que eu ainda tinha meus membros, ele ainda não tinha me estripado, mas por quê? Com certeza ele iria fazer isso comigo acordada, para a dor ser maior. Não sei o que deu em mim, mas comecei a gritar, e não obtive retorno. Ele parecia não estar em casa.

Tentei quebrar a corda, mas era inútil, apesar de fina eu estava muito fraca. As lágrimas desciam de meus olhos e quando passei a mão no meu rosto fiquei apreensiva e horrorizada ao sentir que havia algo de errado com minha pele... Estava inchada, descascada, úmida, dolorida... Com esforço fui até a pequena porta de vidro transparente e dei um grito agonizante ao ver meu rosto no reflexo do vidro. Eu estava deformada. Eu entendi tudo. Com certeza eu era a única vítima que conseguiu dizer o quanto ele, Felix, era nojento, monstruoso, feio e horripilante. Ele era previsível, eu agora sabia que a intenção dele seria me tornar tão monstro quanto ele.

Parei de chorar. O que ele queria era me fazer sofrer, do que adiantaria chorar pelo meu rosto ou pelo que ele faria comigo. Eu não podia perder o controle, eu ainda estava viva e poderia conseguir minha vingança. Procurei minha seringa e meu canivete, eram as únicas armas que eu tinha escondido na minha roupa, minha sorte é que ele não tinha me revistado. O veneno estava intacto, eu pensaria em como injetar nele. Ouvi um barulho, escondi minhas armas e me sentei na cama. 


Ele entrou e me fitou durante alguns longos segundos, depois falou:

--- Acho que você ainda não sabe o que te espera garota, afinal seu olhar e sorriso sarcásticos ainda permanecem neste seu ex-rostinho bonito.
--- É que minha essência nem você nem ninguém podem destruir.
---  Será? Que tal vir comigo se olhar no espelho?
--- Se você não percebeu eu estou de pés amarrados... Solte-me ou tem medo que eu seja mais forte que você, covarde?

Por um momento o sorriso vitorioso desapareceu e ele me olhou pensativo, depois voltou a rir e me soltou. E ordenou que eu o seguisse. Fomos até uma salinha perto do corredor da entrada e ele me puxou pelo braço e me colocou diante de um espelho. Supus logo, que a saída dele deveria ter sido para consegui-lo, talvez nas coisas de algum turista assassinado.

Ele decidiu quebrar o silêncio:
   
--- Você está tão horrorizada que não consegue falar? Ele falou isto rindo e interrogativo.
--- Você acha mesmo que eu sou tão fútil de morrer do coração por causa de um rosto deformado pelo chute que você me deu com essa sua perna de madeira, seu imbecil?
--- Não entendi...

Rindo diabolicamente eu me aproximei mais para perto dele e falei:

--- Você se engana pensando que isso irá me atingir agora de forma profunda. Com certeza no futuro eu irei odiar minha aparência, mas nas circunstâncias atuais em que me encontro... o melhor é eu ter a aparência física de um monstro para combinar com o tamanho da minha vingança.

--- Você está louca, não terá futuro e não vai se vingar. Será que não percebeu do que eu sou capaz?
--- De deformar o rosto de uma mulher... de queimar pessoas vivas, de matá-las cruelmente. É... eu sei do que você é capaz. E você, Felix, sabe do que eu sou capaz?
---   De blefar...
---    Ah, eu estou blefando agora.

De súbito enfiei no pescoço dele a seringa e consegui ejetar o veneno da cobra nele, que sem reação não soube o que eu estava fazendo e não conseguiu se livrar de mim...

--- O que você fez sua idiota, o que é isso, parece que ter deformado você, deixou-a insana, o que é isso, ah... Não.


---  Ei Felix, não me diga que vai cair?


Continua!

Lizandra Souza.

8 Comentários:

Lara Reis 8 de janeiro de 2013 09:15  

Nossa você escreve muito bem, adoreeii o texto, lindoo!!!
Obrigada pela visita ao meu blog e por ter me seguido, estou seguindo aqui também. :)
Adorei o blog.
Bisous.
Volte sempre que der!

pequenomuffin.blogspot.com

Lizandra Souza 8 de janeiro de 2013 09:53  

Oi Lara, de nada... muito obrigada por seguir também, e que bom que gostou : ) voltarei lá com certeza. Beijos ; )

Lola Mantovani 8 de janeiro de 2013 14:06  

Tomara que ele morra dessa vez, será a Emily conseguiu?
beijos

Kathlleen Kristine 8 de janeiro de 2013 15:49  

Lizandra ! Ta 1000 a continuação daqui a pouco vai dar pra fazer um ebook dele rsrsrs tem selinho pra vc lá no meu blog http://kathlleenkristine.blogspot.com.br/2013/01/premio.html bjus

Lizandra Souza 8 de janeiro de 2013 16:02  

Olá Lola, ela vai conseguir sim. Obrigada pela visita.
Beijos : )

Lizandra Souza 8 de janeiro de 2013 16:04  

Oi Kathy, um ebook? quem sabe rsrs, mas já ta quase no final. ÉÉÉÉÉ um selinho, que maravilha, é o primeiro do blog, adorei amiga, muito obrigada. Vou passar lá para pegar. Beijo ; )

Esmalte Atrevido 9 de janeiro de 2013 04:11  

Uauuuuuuuuuuuuu, vim retribuir a visita e me deparo com isso??
ÓTIMO, fiquei curiosa pra saber as cenas dos próximos capitulos... kkkkkkkkk
Que livro é esse querida??
Bom, estou te seguindo tb viu, obrigado pelo carinho em meu blog.
Beijos e ótimo dia, Ariana.
http://esmalteatrevido.blogspot.com.br/

Lizandra Souza 9 de janeiro de 2013 07:59  

Oi Ariana, muito obrigada por seguir aqui também, fico muito feliz. Bom, Fim de Semana Mortal: a primeira aventura de Emily Park é uma novela virtual de terror/horror e suspense, que eu posto alguns capítulos durante a semana.
De nada flor, amei seu blog. Beijo ; )

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