Cap. 10 de Fim de Semana Mortal: a primeira aventura de Emily Park



Já tinham se passado umas dezessete horas quando Felix acordou. Seu rosto ficou espantado quando ele se viu amarrado e olhou para mim, vendo o estado da minha cabeça sem cabelo.

--- Você está louca.
---Ah, achaste isso?
--- Oh, não! o que você vai fazer?

Ele falou isso com a voz entrecortada quando olhou uma pequena fogueira, ainda não acesa dentro do quarto.

--- Isso é só uma coisa que me veio à cabeça, mas agora me diga, você prefere morrer lentamente ou uma morte súbita?
---Eu nunca vou morrer.
---Ah, vai sim. Você é que é louco, seu psicopata.
--- Eu já sobrevivi há muita coisa ruim para agora uma garotinha me fazer morrer.

Eu fiquei curiosa para saber a que coisa Felix passou, mas ele não queria me contar, eu então peguei gasolina e joguei na perna de madeira dele, ele assustado vendo o que eu iria fazer disse que se eu não o queimasse, ele me falaria de sua vida. Eu prometi que não o queimaria, ele quis que eu o soltasse.

---Não me trate por idiota, seu estúpido, você só vai se soltar quando eu quiser, e fale logo que não estou nem um pouco com vontade de lhe poupar a vida, vamos... conte-me ou lhe queimo agora.
---Você deve já ter se perguntado o motivo por eu ser assim, tão deformado. Pois bem, eu nasci quase assim, e com o tempo alguns acontecimentos me deixaram pior. Minha mãe não queria ter filhos, muito menos meu pai. Porém certo dia eu fui concebido, mas meu pai obrigou minha mãe a abortar. Ela não queria, apesar de nunca ter desejado ter filhos. Mas meu pai não queria que eu nascesse então obrigou minha mãe a tomar uns remédios para aborto. Ela tomou, porém eu não morri. Ele ficou com ódio, que um simples feto pudesse ser maior que sua vontade. Passado três meses de gravidez minha mãe sentia muitas dores e foi a uma clínica clandestina para fazer o abortamento ilegal. O medico disse que faria em três semanas. Chegou o dia, meu pai estava contente, era o que ele mais queria. Porém quando o médico examinou minha mãe levou um susto, disse que não poderia tirar o feto, pois o mesmo estava no intestino e não no ovário e que também ele, digo... eu... sofria de intensas anomalias e que um aborto forçado causaria a morte de minha mãe...
--- Continue, vamos.!
--- Ela teve que esperar os noves meses para uma operação cesariana. O médico já havia alertado que ao nascer o bebê teria poucos meses de vida, devido às condições. Isso deixou meus pais aliviados. Quando eu nasci minha mãe quase morreu. O médico ficou espantado, horrorizado quando me viu. Eu era uma aberração de criança. Eu tinha nascido totalmente deformado, desfigurado. Meus braços eram quase atrofiados, uma perna era mais curta que a outra. Minha cabeça nasceu com a metade aberta. Meu pai quando me viu sentiu nojo, repugnância e depois pena.
--- Pena?
--- Sim, depois que minha mãe soube do meu estado ela também sentiu aflição. Eles decidiram que eu iria viver até quando eu suportasse. Levaram-me para casa e me deixaram no porão num berço velho. Eles pensavam que eu morreria em dias e logo se livrariam de mim.
--- Meu Deus, isso é horrível, eles eram... Felix me interrompeu.
--- Monstros. Falou.
---Assim como você Felix, agora continue.
--- Passaram-se sete meses e eu continuava vivo e por incrível que pareça eu era forte. Nunca havia tido febre ou dores durante este período. Meus pais ficaram com medo que eu fosse algum demônio ou castigo por eles terem várias vezes, tentado me abortar. Cristãos idiotas. O que acontecia é que depois de vários remédios, injeções de óleos, e tantas drogas eu havia ficado deformado, um feto gerado, porém mal feito. Eles se recusavam a se livrar de mim, tinham medo de castigos “divinos”. Assim passaram-se nove anos e eu crescia. Eles me deixavam trancado em casa, principalmente no porão, eu só tinha direito de ficar na sala quando eles saiam. Tinham medo de mim. Eu sofri muito até o dia em que li o diário de minha mãe (ela havia me ensinado a ler, a contra gosto de papai) e descobri o porquê de tudo. Nele tinha escrito tudo o que eles fizeram comigo, os pensamentos e desejos de minha mãe. A vontade que eu morresse logo. O monstro que eu era e que causava nojo, sendo que eu não tinha culpa. Quando fiz doze anos soube que mamãe estava grávida. Ela queria esse filho, eu lia isso escondido no diário dela, meu pai também desejava aquela criança saudável. Eu era rejeitado. Uma vez quando minha mãe estava de sete meses eu resolvi fazer as pazes e lhe dar um beijo, ela me empurrou, começou a gritar e quase perdeu o bebê de tanto nojo. Meu pai furioso me deu uma surra que me desfigurou ainda mais.
--- Você seria capaz de ter perdoado seus pais?
--- Se eles tivessem se arrependido, pedido perdão, sim. Eu teria, naquele tempo, é claro. Mas eles queriam me matar. Eu li no diário que quando Paulo nascesse meu pai se livraria de mim. Eles não queriam um monstro vivendo no mesmo teto que seu filhinho lindo. Então eu decidi me vingar e matá-los. Todos, até Paulinho.
--- Você os matou.
--- Sim, um a um. Foi fácil. Eu sempre tive jeito. Mas o que mais me deu prazer foi se livrar de meu pai, aquilo foi minha vitória. Minha mãe estava com oito meses de gravidez, meu pai tinha ido comprar algumas coisas que ela havia desejado comer, eu aproveitei para sair do porão, já que no dia anterior eu havia conseguido pegar a chave, eles já não prestavam tanta atenção em mim.
--- Pare... eu não quero mais ouvir.
--- Não vá chorar Emmy, eles tiveram o que mereceram. Você não acha que eu sou fraco, pois escute o que eu fiz...
--- Fale. E eu não choro mais.
--- Ela estava no quarto, ouvi seus gemidos. Minha mãe estava tendo dores fortes, quando me viu pediu ajuda para ligar para um hospital ou para seu marido, meu pai. Eu lhe disse: “Não se preocupe mamãe... vou fazer sua dor parar.” Então pulei em cima dela e com um facão que eu tinha pegado na cozinha a furei toda, principalmente sua barriga e seu rosto. Dentro de cinco minutos ela estava morta e o quarto tinha virado um lago de sangue. Eu ria muito e depois chorava, não sabia o porquê, mas eu tinha que fazer aquilo. Eles iriam me matar. Meu pai chegou depois de quase vinte minutos, eu me escondi no quarto quando ele subiu e quase ficou louco ao ver minha mãe estripada. Eu ficava mais feliz ao vê-lo chorando. Eu me aproximei dele e disse. Mamãe já ganhou o pago agora só falta você paizinho.
--- E ele o que fez?
--- Veio em minha direção, me pegou pelo braço e me colocou dentro do carro. Eu nunca tinha antes visto um carro, só pela televisão. Ele disse que iria se livrar de mim, eu ficava rindo e ele chorando, e ele me perguntando por que eu tinha matado ela. Eu disse que sabia que eles iam me matar, então decidi ser o carrasco. Ele me trouxe para aqui, Foxville, nesta reserva abandonada. Antes de ele parar o carro eu saltei na direção do volante e fiz o automóvel cair com ele e eu dentro de um barranco de uns dois metros aproximadamente. Ele ainda não tinha morrido, mas havia ficado preso no carro, eu havia perdido grande parte da perna. Mas consegui sair do carro. Ele pediu ajuda e eu ri ao ver o carro explodir com ele dentro.
--- Isso é incrivelmente assustador.  Mas acho que eu faria o mesmo se estivesse no seu lugar.
--- O quê?!
--- Você não está horrorizada comigo?
---Não, só com seus pais, quero dizer, com os atos deles.
--- Você sabe do que eu sou capaz, agora me solte.
--- Não. Agora se coloque em meu lugar. Pense bem. Você já se vingou dos seus pais e agora é a minha vez. Que você tenha matado eles eu entendo, eles mereciam, mas e Mel, Gray, Josh e os outros, por que matar pessoas que você nem conhece?
--- Eu não quero ver ninguém feliz, se eu não pude ser, eles também não.
--- Resposta errada.

Dizendo isto eu peguei uma serra elétrica, tipo a do massacre do filme... Liguei e quase tombo com o peso, mas logo depois a mirei para ele que estava com os olhos arregalados e cortei, ou melhor, serrei sua perna de madeira ao tronco. Ele gritava, esperneava, mas eu estava com o sangue frio depois de ouvir sua história. Eu não sentia pena dele nem de seus pais, todos mereciam sofrer. Ele então ficou sem a perna de madeira.

--- Você vai se arrepender Emily por isso. Eu já estava acostumado com essa perna, foi difícil fazê-la e você a destruiu.
--- Minha vida você destruiu primeiro, agora você vai ver do que eu sou capaz.

Peguei a perna de madeira e a queimei. Aquilo não estava doendo fisicamente nele, mas psicologicamente aquilo faria um estrago. Depois eu peguei um pedaço de ferro e quase arrebentei a cabeça dele com uma pancada que o fez dormir por dois dias. Ele estava sob meu controle e eu estava conseguindo me vingar. Mas ninguém nunca poderia imaginar doutor... O que eu fiz no final desta aventura...

Continua!


Lizandra Souza.

18 Comentários:

Camilla ♥ 13 de janeiro de 2013 07:31  

NOSSA, QUE LOUCURA. É uma história completamente intrigante e que te faz parar para ler. É muito bom, cara :O

Tem post novo no meu blog ♥

Tenha um ótimo domingo ♥

Sugar Dance (clique no perfil para visitar)

Tsu 13 de janeiro de 2013 11:21  

Oi Lê!
Oraaa...tenso essa história hein =p
Ah é mesmo..lembro que na época de escola sempre usávamos letras de músicas para traduzir do inglês ^^. Hakuna Matata é um clássico..divertida. Mas não a coloquei na lista porque não se enquadra na lista do que eu considero “mais bonitas”. Se bem que a do padre Frollo é sinistra...eu coloquei porque achei sensacional a ousadia da Disney nessa música e no personagem.
bjs

Lizandra Souza 13 de janeiro de 2013 13:33  

Oi Camilla, obrigada. Vou lá no Sugar... para conferir, valeu por avisar, ótimo domingo para você também, beijo ; )

Lizandra Souza 13 de janeiro de 2013 13:46  

Oi Tsu, tenso mesmo né, valeu pela visita, vou já lá retribuir, super beijocas rsrs.

Igor Thiago 13 de janeiro de 2013 18:25  

Haha adorei esse post, e como a Camilla disse é de tirar o fôlego, adorei! Será que posso postar no meu blog?

Beijos&Abraços, 7hings.com.br passa!..

regiane alves 14 de janeiro de 2013 00:43  

olá eu ameii seu blog e ja estou seguindo
retribui?
http://regianealves2.blogspot.com.br/

Esmalte Atrevido 14 de janeiro de 2013 04:18  

Meuuuuuuu, muito louco esse negócio... kkkkkkkkkk
Ficou com dó de todo mundo e ao mesmo tempo não senti dó de ninguém, entende?? kkkkkkkkkk
Te desejo uma ótima semana, beijos, Ariana
http://esmalteatrevido.blogspot.com/

Lizandra Souza 14 de janeiro de 2013 12:41  

Oi Igor, que bom que gostou. Pode sim, desde que colocando os direitos autorais desse capítulo da novela. Beijo ; )

Lizandra Souza 14 de janeiro de 2013 12:44  

Oi flor, muito obrigada, posso e vou retribuir sim.
Beijocas ; )

Lizandra Souza 14 de janeiro de 2013 12:50  

Oi Ariana, que sentimentos contraditórios rsrsrsrs, te desejo também uma ótima semana, beijo.

Pâm Possani 14 de janeiro de 2013 17:21  

Menina do céu, esses seus textos prendem a gente de uma tal forma! E tem cada loucura!
Uau,acho que (principalmente na ultima parte) voce imagina alguem que voce nao gosta levando umas boas hein? haha Ainda bem que não foi a pessoa, se bem que né? haha
Adorei moça!
Opa, obrigada pelo selinho, viu? Em breve eu posto ele *-*
Um grande beijo!
Pâm
http://interruptedreamer.blogspot.com.br/

Isabelle 15 de janeiro de 2013 05:05  

Adorei esse cap. Muito bom!
E adorei seu blog também. Seguindo!
Beijos!

Se quiser, dá uma passadinha no meu e segue se gostar..
http://verbosdiversos.blogspot.com.br/

Kathlleen Kristine 15 de janeiro de 2013 06:06  

miga seu blog ta lindo , acho q vc pegou minha mania de mexer nele rsrsrsr eu sempre mudo o meu, agora mesmo ele ta de outro jeito. passei pra dizer que mudei meu banner e quando puder vc pode passar la e pegar o novo que é a cara do novo blog bjus

Lizandra Souza 15 de janeiro de 2013 10:03  

Oi querida, obrigada por suas palavras, fico muito feliz. Poste quando quiser, beijo. : )

Lizandra Souza 15 de janeiro de 2013 10:09  

Oi Isabelle, que bom que gostou, obrigada por seguir o blog, vou no seu retribuir. Beijo ; )

Lizandra Souza 15 de janeiro de 2013 10:36  

Oi miguxa, obrigada, é mesmo eu e você mudamos mais de modelo de blog que de roupa rsrsrs. Eu de banner então rsrs. Vou passar lá. Beijo.

Lola Mantovani 17 de janeiro de 2013 09:02  

Por um segundo fiquei com pena dele...
beijos

Lizandra Souza 17 de janeiro de 2013 09:24  

Olá Lola, sabe que eu também, só nesse capítulo rsrs, obrigada pela visita. Beijo ; )

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