Capítulo 6 de Fim de semana mortal: A primeira aventura de Emily Park



Depois da armadilha preparada eu subi novamente para o quarto. Chegando lá ouvi com mais nitidez os gritos agonizantes da vítima. Agora ele estava lhe queimando, não como a menininha da outra vez, mas lentamente com uma vela. Ele também tinha pendurado ela de cabeça para baixo com uma corda que a segurava pelos pés, assim todo o sangue que saía de seu corpo pingava com mais velocidade no chão.  Ele pegou um chicote com pontas de vidro e começou a bater nela, em poucos segundos, ou ela desmaiou, ou havia morrido. Ele tirou-a da corda e a colocou no chão, e começou a lamber o sangue que jazia de seu corpo. Não aguentei. Aquilo era muito nojento e sádico. Eu já não estava mais suportando ver tudo isso. Meu corpo pedia uma reação, já estava na hora de fazer algo, além de me esconder ou planejar coisinhas para enfrentá-lo. Se eu fosse mais inteligente eu poderia conseguir pegá-lo.

Peguei uma barra de ferro e avancei para cima dele. Foi um impacto que não tive consciência do que eu estava fazendo, tudo foi tão rápido quanto um relâmpago e lento como um delírio, até hoje não consigo explicar com clareza minha ação naquele momento.  Só sei que quando fui ver eu estava caída num canto perto do corpo da mulher e ele caído no outro, com uma ferida enorme na cabeça, e me olhando perplexo. Durante alguns segundos nós ficamos nos encarando, para mim esses segundos foram decisivos, eu sabia que tinha que me levantar, mas minhas pernas não obedeciam, foi então que pensei em meus amigos, nas outras vítimas e em mim mesma, decidi agir. Eu levantei com um pulo.  Olhei-o com ódio mortal e ele riu para mim. Antes dele  se levantar eu fingi ir para um lado, mas corri para outro, então ele veio correndo atrás de mim. 

Como já sabia do sangue, desci a escada com prudência, o contrário dele, que saiu bolando ao longo da comprida escada, na hora eu não ri, mas hoje quando lembro, choro de tanto prazer, enquanto ele rolava pela escada eu saia correndo de dentro da casa. Logo eu o vi sair correndo, todo sujo de sangue, aparentemente machucado, com ódio, gritando e me xingando. Eu estava escondida atrás de uma árvore. Peguei o canivete de Josh, era à hora de usá-lo, não sei o que deu em mim, mas desde que o vi cara a cara, não sentia mais medo, afinal ele não passava de um serial killer horripilante e patético. Saí de meu esconderijo e disse:

--- Você vai se arrepender, seu monstro. Eu vou acabar com você. Sua hora está chegando.
--- Você é muito atrevida Emmy, vai se arrepender por isso.

Levei um choque na hora que ele falou. Como esse monstro sabia meu apelido? Com certeza devia ter espiado os meus amigos e a mim desde nossa chegada nesse inferno. Mas eu não tinha tempo para ficar de papinho, quebrei o silêncio novamente e falei:

--- Estou pagando para ver. Eu não tenho medo de você seu covarde, se você é ruim pode ter a certeza de que agora você encontrou alguém a sua altura.
--- Você só está blefando, na hora de agir é patética... Vamos ver quem é o pior então.

Ele veio em minha direção, com um sorriso sarcástico, falando alguma coisa que não entendi, ele parecia estar possuído de novo, eu não sabia o que ia fazer, mas com uma excitação anormal corri em sua direção, o que fez ele se surpreender e ficar sem nexo.  Dei um pulo em cima dele e com um só golpe, furei-lhe um dos olhos da cara. Acho que era um olho, afinal ele disse:

--- Desgraçada, você furou meu olho.
--- Só isso, eh... acho que ainda estou só brincando.
--- Você vai se arrepender sua...

Eh. Realmente eu tinha deixado ele cego do olho direito. Aproveitei-o distraído reclamando e saí correndo. Não estava correndo por medo, mas eu tinha que calcular meus próximos passos. Ele mesmo sem enxergar de um olho, ainda era mais perigoso que eu, eu corria sem olhar para trás, não queria me decepcionar e ver se ele estava me alcançando. Corri por quase uma hora, se bem que não posso saber ao certo, tudo o que acontecia ali parecia um pesadelo daqueles que quanto mais o tempo se esgota você pensa que não vai ter fim. 


Continua!


Lizandra Souza

4 Comentários:

Lola Mantovani 17 de novembro de 2012 11:13  

meu deus,que suspense todo castigo pra ele é pouco.
beijos

Lizandra Souza 17 de novembro de 2012 15:16  

Oi Lola, concordo com você, todo castigo é pouco, bom fim de semana para você flor. Beijos.

Sabrina Errera 18 de novembro de 2012 14:41  

Aiii,toda vez que começo a ler, já fico apreensiva,rssss
Beijos,
Sah Errera
Blog Sabrina Errera

Lizandra Souza 18 de novembro de 2012 15:10  

Oi Sah, rsrs, apreensão rsrs. Obrigada pela visita, beijos.

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