Capítulo 4 de Fim de semana mortal: a primeira aventura de Emily Park



 Quando eu terminei de devanear em pensamentos, vendo tanta bizarrice naquela casa, escutei um barulho, era um choro de mulher e de criança, fui logo tirando o canivete da bolsa e fui à abertura central da casa, onde vi o meu algoz segurando a força uma mulher de mais ou menos trinta e cinco anos e uma garota de uns quinze anos, elas choravam, mas ele as carregava com tanta facilidade, aí foi que percebi que elas estavam sem seus pés esquerdos. Animal! Tinha arrancado os pés das coitadas com aquela foiça que estava amarrada em sua cintura com uma corda molhada de sangue.

Ele as jogou no chão, e escutei sua voz pela primeira vez, era inacreditável como aquele som era diabolicamente sombrio, nunca vou esquecer. As vítimas agonizavam de dor e ele se divertia ao ver as lágrimas. Foi então que ele se aproximou da adolescente e lhe deu um murro tão forte, que vi a menina cuspir sangue e alguns dentes, depois ele tirou suas vestes e pegou um isqueiro de dentro do bolso e virou-se para meu lado, me escondi bem rápido e fiquei apavorada pensando que ele havia me visto, mas ele não me viu, ele se virou para pegar uma garrafa de refrigerante com algo líquido dentro, que deduzi ser gasolina, ele jogou sobre o corpo da menina enquanto ela gritava e a mulher, aparentemente sua mãe, agonizava no chão, sem poder fazer nada.

Logo ele atirou fogo na pobre menina que queimou até a morte. Nesta hora tenho vergonha de contar uma coisa, mas tenho que dizer para você poder saber o pavor que eu estava sentido. Fiz xixi na roupa, não consegui evitar, a cena era horrível, ver aquela menina pegando fogo. Pois bem, depois de ter acabado com aquela pobre infeliz ele foi ao encontro da outra mulher. Ela estava quase desmaiando, então ele pegou a foiça e com um único movimento acertou seu pescoço separando-o do que restava do corpo. Ele pegou a cabeça da mulher e começou a olhar fascinado, com um prazer sobrenatural. Depois ele pegou um saco, colocou os restos dos corpos das vítimas dentro e veio em direção a casa.

Entrou e felizmente não percebeu minha visita. Supus que “a falta do nariz” lhe tirara o olfato. Ele atravessou o corredor e entrou num quarto que eu não tinha percebido antes. Fui atrás sem ser vista, chegando lá vi que na verdade aquilo era uma espécie de “santuário dos mortos”, havia vários corpos empalados, algumas mulheres penduradas em cordas sem os braços, corpos de crianças sem as cabeças, pessoas sem a pele do corpo, um caldeirão enorme onde as vítimas eram cozidas dentro, pois havia ainda alguns corpos, vendo isso, percebi que ele utilizava alguns famosos métodos de tortura.

Ele jogou o saco com os cadáveres no chão e saiu. Eu o segui. Ele foi até o quarto que eu estava antes, foi ao “santuário” e pegou uma foto, lambeu-a e saiu de casa. Quando fui ver, era a foto de meus amigos e eu. Continuei vasculhando a casa, descobrindo que ali havia vários outros quartos, um, aliás, só de crianças mortas, degoladas. Observando a estrutura da casa, lembrei uma chácara que fui ao fim do ano passado no México com Mel, Gray e Josh, falando em Josh ele me deu um susto enorme, estava eu tomando banho, aí as luzes apagaram, fui ver o que era, chegando ao corredor, escorreguei no chão, ele estava molhado, doeu muito, e Josh lá rindo da minha cara.

Ao lembrar-me disso, naquele momento, eu tive uma ideia. Que vou contar sua prática mais a diante. Vasculhei a casa inteira, acabei pegando para me defender alguns dos brinquedinhos mortais dele. Foi então que lhe fiz uma armadilha.


Continua!


Lizandra Souza

12 Comentários:

Kelly Muniz 1 de novembro de 2012 13:26  

Oi Flor, que lido o seu blog!!!
Tmb estou seguindo, e que bom que vc gostou dos marcadores do meu blog.
Bjokas

http://www.livrosemarshmallows.blogspot.com.br

SARAH CASTRO 1 de novembro de 2012 13:38  

E a cada momento essa estória fica melhor hein? Acho que até então esse foi um dos mais macabros serial killers que já vi e como eu disse outra vez eu adoro serial killer kkk modo de dizer por favor h.h rs

Lizandra Souza 1 de novembro de 2012 14:04  

Obrigada Kelly por seguir o blog, também achei o seu lindo, e seus marcadores são muito fofos. Beijos!

Lizandra Souza 1 de novembro de 2012 14:07  

Oi Sarah, muito obrigada por acompanhar a historia, fico muito feliz, volte sempre. Beijos!

Lola Mantovani 1 de novembro de 2012 14:19  

Que medo, eu comecei a ler esse capitulo e não estava entendendo ai eu lembrei que não li o 3º rs. tomara que ela mate ele como ele fez com os outros e uma morte bem dolorosa.
beijos

Lizandra Souza 1 de novembro de 2012 14:31  

Oi Lola, obrigada pela visita... Acredita que eu ainda não sei o futuro de Emily, se ela vai conseguir sobreviver e se vingar ou não, rsrs a maioria dos meus textos as personagens se dão mal, rsrs, mas talvez ela seja especial ou não, rs. Beijos.

Cherr - 2 de novembro de 2012 14:29  

Eu não entendi muito também (mas acho que é porque não acompanho a história), mas por o que li posso dizer: cara, adorei, adoro coisas do gênero *o*
- Cherr em Crise

Lizandra Souza 2 de novembro de 2012 14:52  

Oi Cherr, obrigada pela visita, é que esse já é o quarto capítulo, por isso você não deve ter entendido muito, mas que bom que pelo que leu você gostou, beijos.

Kéziah Raiol 2 de novembro de 2012 21:26  

Cada vez que eu venho aqui você está melhor *-* Adorando seu cantinho!

Beijocas.

Kéziah Raiol 2 de novembro de 2012 21:27  

Absurdo, eu ainda não te seguia =( seguindo agora *_*
Beijinhos.
http://paixaoliteraria.com

Lizandra Souza 3 de novembro de 2012 04:00  

Oi Kéziah, muito obrigada pela visita e pelo carinho, suas palavras me deixam muito feliz, beijos.

Lizandra Souza 3 de novembro de 2012 04:03  

Obrigadão:) e que seu blog faça cada vez mais sucesso, já sigo pois amo ele, beijos!!!:)

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