Capítulo 2 de Fim de Semana Mortal: A primeira aventura de Emily Park



Quando acordei já era noite, minha angústia e medo não haviam passado, pois eu não sabia o que tinha acontecido com Gray e só de pensar que poderia ter acontecido com ele o mesmo que com os outros me faltava o ar. Olhei pela última vez para Josh e saí à procura de Gray. Já era por volta do meio dia e eu continuava correndo pela mata como uma doida, já tinha tentado ligar, mas não havia sinal. Resolvi ir para o lugar onde estava o corpo de Mel, ver se havia sinal de algo diferente.

Chegando lá eu vi o ser mais horrível de toda minha vida. Ele não me viu, pois estava muito ocupado decepando o corpo nu de uma mulher que nunca vi na vida. Mesmo que eu a conhecesse não daria para eu a reconhecer, o cadáver já estava deformado, mas dava para ver que era de uma mulher. Ele cortava com tanta facilidade o resto de seus membros. Parece que meus amigos não eram os únicos turistas por aqui. Não sei se era pior o que aquele monstro fazia ou sua aparência, ele era horrendo.

Ele era mediano, tido como pardo, magro, tinha a maior parte do corpo com cicatrizes de queimaduras, mas o pior era o rosto, ao redor dos olhos havia um inchaço enorme que dava a impressão de que não havia olhos ali. Não tinha nariz, as cicatrizes grossas provavelmente teriam escondido ou talvez ele tivesse sido retirado, não sei como, afinal como ele respirava? A metade da perna direita era de madeira. A cabeça era muito grande e não tinha cabelos. “Oh, ele não tem quase traços humanos!”, eu exclamei com uma voz entrecortada e abafada.

Enquanto eu o observava ele ia estropiando o corpo da moça. Saí sem ele me ver, não queria ser a próxima, resolvi parar de procurar Gray e ir até a cidade chamar ajuda. De qualquer forma eu não via como poder ajudar meu amigo se ele ainda estivesse vivo. Corri o máximo que pude. Atravessei a trilha pensando em como iria contar a polícia o acontecido. Mas logo a ideia de ir a cidade se dissolveu quando senti a maior dor de minha vida, que foi ver Gray empalado numa cerca. Choro só em lhe falar isso Doutor... Ele estava completamente roxo, como nos outros, seus olhos também haviam sido retirados.

O estado de Gray parecia pior... Não sei se por que eu gostava mais dele, só sei que ver aquela estaca pontiaguda saindo por suas entranhas foi um choque para mim. Cheguei mais perto e vi que ele estava sem as mãos e os pés. O crânio estava aberto pela metade e o lábio totalmente rasgado, por causa da estaca que ia dentro da boca atravessando o corpo até o ânus.  Abracei-o.  Não me importava à aparência de Gray, para mim ele era muito mais do que um cadáver mutilado e empalado, era o meu primeiro amor.

Depois que vi o estado de Gray, eu já não tinha medo do nosso algoz, mas sim nojo e muito ódio. Eu não iria fugir dele, queria enfrentá-lo e fazê-lo pagar por todos esses crimes, vingando até as outras pessoas que ele assassinara. Mas como eu conseguiria isso? Resolvi voltar para nossa cabana e pensar em algo. No caminho achei algumas estacas, peguei-as para usar caso necessário. Chegando lá fui direto ao carro, procurar meu kit de primeiros socorros, achei um repelente, álcool, uma seringa, dois tranquilizantes, uma tesoura e curativos. Fui até as coisas para comer, achei facas, garfos... Resolvi procurar nas coisas de Josh alguma coisa perigosa, ele sempre andava armado com algo, achei dentro de sua mala um canivete de prata com diamantes, na verdade aquilo antes de ser canivete era uma herança de família, pois era feito de diamante bruto, uma arma que cortaria sem o mínimo de esforços até correntes de ouro puro. 

Separei para ficar comigo numa pequena bolsa o canivete, o álcool, os tranquilizantes, a seringa e a tesoura, as estacas se eu aguentasse ficaria segurando. Comi alguma coisa e fui ao banheiro improvisado.

Continua!




Lizandra Souza

4 Comentários:

Kéziah Raiol 29 de outubro de 2012 16:14  

Menina, tu tem muito talento, fico até espantada.
Amei amei, curiosa haha

Beijocas.

paixaoliteraria.com

Lizandra Souza 29 de outubro de 2012 16:33  

Muito obrigada Kéziah pela visita e pelo comentário, fico muito feliz ao ouvir tão belas palavras.
Beijossssss!

Lola Mantovani 29 de outubro de 2012 17:03  

Meu deus, está parecendo um daqueles livros que quanto mais se lê mais quer sabe ro final, ma snão quer que acabe.
beijos

Lizandra Souza 29 de outubro de 2012 17:11  

Oi Lola, muito obrigada por estar acompanhando a historia e por comentar, fico muito feliz... Beijos!

Postar um comentário

Obrigada por comentar.

  © Loucuras e Devaneios by Liza

Design by Emporium Digital